Bienal de arquitetura, em SP, apresenta estádios que queríamos ter em 2014 .

4 novembro, 2009 Deixe um comentário

Estádios reformados que seguem projetos robustos e modernos, capazes de se tornarem –eles mesmos– um espetáculo adicional à Copa de 2014. Esse cenário é idealizado por arquitetos que expõem seus croquis na Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo, com cerimônia de abertura neste sábado (31) e visitas a partir de domingo para o público em geral, no Pavilhão da Bienal, no parque do Ibirapuera (região sul).

Em sua oitava edição, o evento deste ano segue o lema “Ecos Urbanos – Espacialidade, Conectividade, Originalidade e Sustentabilidade”, que sugere uma reflexão sobre cidades contemporâneas, sua infraestrutura e a questão do habitat humano.

A programação inclui exposições internacionais com trabalhos representativos da Alemanha, França, Holanda, Hong Kong, Itália, Nova York e Portugal, além de intervenções artísticas de grafiteiros –Ozi, Kobra, Jayme Prades e Carlos Matuk– e instalação da artista plástica Marina Inoue.

Na ala Expo Profissionais estarão expostos 106 projetos de arquitetura e urbanismo assinados por brasileiros e estrangeiros, que abrangem fotos, textos ou maquetes. Já na Expo Estudantes, alunos de cursos de graduação apresentam ideias para quiosques espalhados em parques públicos.

A Pirelli está presente no evento com uma mostra fotográfica, em comemoração aos 80 anos da marca no Brasil, e há orgãos públicos do Estado que entram como expositores.

O evento também atividades para crianças e adolescentes no local.

Informações sobre eventos gratuitos e populares podem ser consultadas no site Catraca Livre

Pavilhão Ciccillo Matarazzo do parque do Ibirapuera – av. Pedro Álvares Cabral, s/nº, portão 3, região sul, São Paulo, SP. Tel.: 0/xx/11/3259-6866. Ter. a qui.: 12h às 22h. Sex. a dom. e dia 2: 10h às 22h. Até 6/12. Ingr.: R$ 12 (inteira) e R$ 6 (crianças de sete a 12 anos e acima de 65 anos). Grátis às terças, quartas e para menores de seis anos. Classificação etária: livre. Estacionamento (portão 3, em sistema de zona sul).

Fonte Uol

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Categorias:Arte

Passagem inevitável do tempo .

4 novembro, 2009 Deixe um comentário
O argentino-israelense Daniel Barenboim é uma das mais influentes figuras do mundo da música na atualidade. Exímio pianista que ainda dá recitais solo e pratica a música de câmara, regente dos mais prestigiados – atualmente é diretor da Orquestra Staatkskapelle Berlin -, é ainda criador, ao lado do intelectual norte-americano de origem palestina Edward Said, da Orquestra West-Eastern Divan, que congrega jovens músicos de Israel e de países árabes. Dele, acaba de sair A Música Desperta o Tempo [ Music Quickens Time].
        
A ideia central que permeia os ensaios que compõem o livro é a de como a música pode ser um espelho para a vida – ou melhor, para a sociedade. Nessa arte que possui uma linguagem tão particular, poder-se-ia observar como se dá a interação entre sujeitos e elementos diversos, num equilíbrio em que somente a soma de cada parte produz um resultado satisfatório, orgânico, coerente. Como fazer, então, para que a música contribua de fato para melhorar a sociedade?
       
    
Música e vida
     
Barenboim cita alguns exemplos concretos nos três primeiros ensaios, que de certa forma formam a primeira parte do livro – mesmo não estando formalmente dividido dessa maneira, acredito que haja três grandes eixos a estruturar a obra. Existiria uma relação entre o som e o silêncio muito similar à que há entre a vida e a morte, por exemplo.
         
Da mesma forma, cada uma das notas musicais dentro de uma peça seria um protótipo do papel do indivíduo na coletividade: “As notas, que seguem umas às outras, operam claramente dentro da passagem inevitável do tempo. Na música, a expressividade é dada pela relação entre as notas (…) Isso determina que não se pode permitir que as notas desenvolvam o seu eu natural, tornando-se tão importantes a ponto de ofuscar a anterior. Cada nota deve ser consciente de si mesma e também de seus próprios limites; as regras que se aplicam aos indivíduos na sociedade aplicam-se igualmente a elas, na música.
                    
Quando se executam cinco notas que estão ligadas, cada uma delas luta contra o poder do silêncio que quer lhes tomar a vida, e, por isso, posicionam-se em relação à nota anterior e à seguinte. Nenhuma delas pode ser altiva, querendo ser mais forte que aquela que a antecedeu (…) Esse fato tão simples me ensinou a relação entre o indivíduo e o grupo. É necessário ao ser humano contribuir para a sociedade de um modo muito individual; isso torna o todo muito maior que a soma das partes. A individualidade e o coletivismo não devem ser mutuamente exclusivos; na verdade, juntos eles são capazes de melhorar a existência humana”.
                             
O estabelecimento de tais relações, obviamente, pressupõe um conhecimento musical razoável. Tal conhecimento, no entanto, anda cada dia mais escasso no mundo, já que a música foi abolida da maioria das escolas. “Nenhuma escola eliminaria o estudo de idioma, matemática ou história de seu currículo, no entanto, o estudo da música, que abrange tantos aspectos dessas áreas do conhecimento e pode até contribuir para uma melhor compreensão deles, muitas vezes é totalmente ignorado”, afirma Barenboim logo na introdução.
                           
A ausência da música como matéria escolar certamente tem algo a ver com sociedade atual, que valoriza muito mais a visão do que a audição, outro aspecto por ele abordado. Andamos cada vez mais insensíveis às informações recebidas pelo ouvido, sendo estimulados, desde a infância, a perceber os fenômenos pela visão, o que causaria uma espécie de atrofia no potencial auditivo da maioria das pessoas.
               
Essa falta de educação e de atenção para a música possibilita um desvirtuamento de sua função, tornando-a descritiva ou permitindo falsas associações: “a Quinta Sinfonia de Beethoven certamente não foi criada para nos fazer pensar em chocolates, como uma fábrica norte-americana gostaria que acreditássemos”. Por outro lado, também não escapam de suas críticas escolas de música e conservatórios, onde o ensino praticado é altamente especializado e desligado do sentido global da música. Ou seja, Daniel Barenboim reivindica para essa arte o papel de instrumento essencial no desenvolvimento integral do ser humano. A educação musical deve ser introduzida desde cedo, para que a música se torne tão orgânica quanto a linguagem falada.
      
       
O “Divã Ocidental-Oriental”
            
Tanto Paralelos e Paradoxos – seu livro anterior, na verdade um grande diálogo registrado entre Barenboim e Said sobre música e sociedade – como A Música Desperta o Tempo são dedicados aos músicos da West-Eastern Divan, projeto que em 2009 completa 10 anos. É dele que Barenboim trata na segunda e mais instigante parte do livro. A orquestra nasceu em 1999 em Weimar, ano em que a cidade foi escolhida como “capital europeia da cultura”.
                 
O nome remete a um conjunto de poemas que Goethe escreveu inspirado pela obra do poeta persa Hafiz e que focaliza a ideia do outro. Seu princípio, segundo Barenboim, era bastante simples: “Uma vez que os jovens músicos concordassem em tocar apenas uma nota em conjunto, eles não seriam capazes de olhar uns para os outros da mesma forma novamente. Se na música eles foram capazes de seguir com um diálogo, tocando simultaneamente, então, um diálogo verbal comum, em que cada um espera até que o outro se cale, se tornaria consideravelmente mais fácil”.
                   
Barenboim afirmou diversas vezes que o objetivo da orquestra é humanista e não político, mas fica impossível separar as coisas. A West-Eastern Divan é um projeto político na medida em que concebe a política como atividade passível de ser desempenhada por qualquer cidadão envolvido com questões públicas relevantes de sua época, e interferindo de forma ativa nessa realidade.
            
Explicando conceitos e convicções que estão por trás do projeto, ao mesmo tempo em que revela os mais importantes fatos que sucederam ao grupo de 2004 para cá, Daniel Barenboim acaba por nos mostrar como ele mesmo se utiliza das ferramentas aprendidas na música para interferir na vida/sociedade. Numa das várias metáforas que propõe, afirma que o diálogo israelo-palestino deveria ser como uma fuga, com vozes contrapontísticas: nela, sujeito e contrassujeito têm igual importância, já que não há sentido em um sem o outro, e cada voz tem seu próprio discurso ao mesmo tempo em que é intimamente ligada à outra.
          
Para ele, “a Orquestra West-Eastern Divan é, obviamente, incapaz de trazer a paz, mas pode criar condições para o entendimento mútuo, sem o qual é impossível até mesmo falar de paz. Ela tem o potencial de despertar a curiosidade de cada indivíduo para ouvir a narrativa dos outros e de inspirar a coragem necessária para ouvir o que, às vezes, se prefere não dizer”.
           
       
O músico
      
Os apêndices que compõem a última parte do livro – com entrevistas, depoimentos e artigos anteriormente publicados – nos permitem enxergar o músico em seu artesanato diário, ou explorar sua formação e idiossincrasias. A importância de Bach e Mozart em sua carreira, suas críticas ao movimento da interpretação musical historicamente orientada e seu envolvimento com a música contemporânea estão entre os temas abordados.
      
Em mais de uma passagem ele revela sua opinião sobre as “interpretações históricas”: “Tenho dois problemas com o assim chamado movimento sonoro original. Primeiro, incomoda-me o fato de que se trate de um movimento, portanto, de uma ideologia, uma visão de mundo que coloca menos perguntas do que deveria (…) Em segundo lugar – e digo isso agora sem qualquer ironia -, essa ideologia conseguiu vender-se como progressista”. “Na verdade, o meu problema maior é com alguém que tenta imitar o som de uma outra época”, resume.
              
No sentido oposto, a música contemporânea sempre recebeu de Barenboim atenção especial. Sua longa colaboração com Pierre Boulez é destrinchada num artigo dedicado ao compositor e no qual ele revela uma opinião compartilhada por ambos: “Frequentemente, o problema com a música atual é que os trabalhos não são repetidos o suficiente. Em consequência, não é possível adquirir a familiaridade necessária – em primeiro lugar, para a orquestra. Por tocar uma nova peça apenas uma vez, mesmo depois de prepará-la muito bem e nunca mais repetir essa apresentação, a orquestra não pode chegar à familiaridade da qual necessita para tocá-la com maior liberdade. E, naturalmente, nem o público”.
                   
Criança prodígio e pianista de carreira brilhante, Daniel Barenboim desfruta hoje da posição de um dos maestros mais importantes do mundo. Aos 67 anos e após quase 60 de carreira, tudo isso não poderia parecer, por um lado, um pouco entediante e carente de desafios? O que parece claro, no entanto, é que a West-Eastern Divan fez com que o músico se reposicionasse nesse cenário, buscando na arte um papel muito mais amplo e transformador da sociedade. Na leitura reveladora de A Música Desperta o Tempo, essa e muitas outras questões são exploradas de forma instigante e apaixonada.
Fonte: Revista Cult “Camila Frésca”
Categorias:Música

Grand Moscow Classical Ballet se apresenta em sete Estados brasileiros.

4 novembro, 2009 Deixe um comentário

Começa nesta quarta-feira (4) a curta temporada que o Grand Moscow Classical Ballet realizará no Brasil. A companhia russa, que comemora 43 anos de história, fará apresentações em oito cidades de sete Estados: Porto Alegre (4), Juiz de Fora (6) e Belo Horizonte (7 e 8), Salvador (10 e 11), Curitiba (12 e 13), Rio de Janeiro (14 e 15), Brasília (18), e São Paulo (20, 21 e 22).
O grupo traz ao país – onde se apresentou pela última vez em 1981 – dois espetáculos: “Dom Quixote”, de León Minkus, e “A Bela Adormecida”, de Pyotr Ilyich Tchaikovsky, sob a direção artística de Natalia Kasatkina e Vladimir Vasilyov.
Veja abaixo a lista de datas, locais e informações gerais sobre o evento:GRAND MOSCOW CLASSICAL BALLET

 

Porto Alegre (RS) – 4 de novembro, às 21h
Espetáculo: “A Bela Adormecida” – Teatro do Sesi (Avenida Assis Brasil, 8787).
Informações: 0/xx/51 3347-8787/www.teatrodosesi.com.br

Juiz de Fora (MG) – 6 de novembro, às 21h
Espetáculo: “Dom Quixote” – Cine Teatro Central (Calçadão da Rua Halfeld, Centro).
Informações: 0/xx/32 3215-1400

Belo Horizonte (MG) – 7 de novembro, às 21h (“Dom Quixote”), e 8 de novembro, às 19h (“A Bela Adormecida”) – Palácio das Artes (Avenida Afonso Pena 1537, Centro).
Informações: 0/xx/31 3236-7371/http://www.fcs.mg.gov.br

Salvador (BA) – 10 e 11 de novembro, às 21h (“Dom Quixote”) – Teatro Castro Alves (Praça Dois de Julho, s/nº, Campo Grande).
Informações: 0/xx/71 3535-0600/http://www.tca.ba.gov.br/

Curitiba (PR) – 12 e 13 de novembro, às 21h (“A Bela Adormecida”) – Teatro Guaira Endereço (Rua XV de Novembro, 971).
Informações: 0/xx/41 3304-7900/http://www.tguaira.pr.gov.br/

Rio de Janeiro (RJ) – 14 de novembro, às 21h (“Dom Quixote”), e 15 de novembro, às 18h (“A Bela Adormecida”) – Citibank Hall Rio (Avenida Ayrton Senna, 3000, Barra da Tijuca).
Informações: 0300 789 6846/http://www.citibankhall.com.br/

Brasília (DF) – 18 de novembro, às 21h
Espetáculo: “Dom Quixote” – Teatro Nacional – Sala Villa Lobos (Setor Cultural Norte, via N2).
Informações: 0/xx/61 3325-6239/http://www.sc.df.gov.br

São Paulo (SP) – 20 e 21 de novembro, às 21h (“A Bela Adormecida”), e 22 de novembro, às 20h (“Dom Quixote”) – Teatro Abril (Avenida Brigadeiro Luís Antônio, 411, Bela Vista).
Informações: 0/xx/11 2144-5444/http://www.teatroabril.com.br

Fonte UOL

Categorias:Arte, Música

Novo álbum do Red Hot Chili Peppers pode ter influências de Thom Yorke.

4 novembro, 2009 Deixe um comentário

O Red Hot Chili Peppers anunciou que seu próximo álbum será lançado em “algum momento do próximo ano”.

A banda, que manteve um hiato das suas atividades durante os últimos dois anos, pretendem lançar o álbum sucessor de “Stadium Arcadium” (2006) em outubro de 2010.

Quem entregou a novidade foi o baterista Chad Smith em entrevista a revista Clash Magazine. “Nós escreveremos por um tempo, isso normalmente leva um tempo”, justificou o longo prazo de um ano para o lançamento do novo álbum.

Na mesma entrevista, ao ser perguntado sobre a experiência de Flea, baixista do grupo, como músico do projeto paralelo de Thom Yorke, do Radiohed, Smith admitiu que a experiência do bandmate pode afetar o próximo álbum do RHCP. “Flea me deu uns discos com batidas eletrônicas para servirem de inspiração”, revelou.

O baterista, no entanto, é cauteloso e nega a existência de um direcionamento explícito ao eletrônico. “Nós nunca sabemos. Nós temos, por exemplo, canções com piano agora”, finalizou.
Fonte: Multishow

Categorias:Música

Wilson Simonal vira livro, documentário e tem álbuns relançados.

22 outubro, 2009 Deixe um comentário
O músico Wilson Simonal, sucesso na década de 60 e falecido em junho de 2000, vítima de uma doença hepática crônica, ganha este ano uma série de homenagens.

Simonal teve sua carreira prejudicada na década de 70 quando foi acusado de colaborar com a ditaduta. O cantor foi chamado de delator e hostilizado pela classe artística em geral e também pela imprensa.

Agora o músico ganha um ‘box’ com relançamento de vários de seus álbuns da época em que estava na Odeon, intitulada “Wilson Simonal na Odeon: 1961-1971”. Mas isso é apenas um dos lançamentos que tem Simonal como tema este ano.

Uma biografia detalhada, escrita por Ricardo Alexandre – diretor de Redação da revista Época São Paulo – chega às lojas ainda este ano, pela Editora Globo. O autor afirma que o livro pretende explicar a complexidade das situações vividas por Simonal na época e que entre ser simpatizante de um regime e delator há uma enorme distância.

Há outro livro sobre o cantor programado para este ano. “Simonal: Quem não tem swing morre com a boca cheia de formiga” é fruto de uma tese de doutorado de Gustavo Alonso Ferreira e chega às lojas pela Editora Record.

Também este ano será lançado um documentário, chamado “Ninguém Sabe o Duro Que Dei”, sobre o cantor. O documentário é de Claudio Manoel, Micael Langer e Calvito Leal . No site www.simonal.com é possível assistir a um vídeo promocional de “Ninguém Sabe o Duro Que Dei”.

Categorias:Literatura, Música

Livro Pequeno Príncipe ganha exposição na Oca no Ibirapuera, SP.

22 outubro, 2009 Deixe um comentário

Personagem foi imortalizado no livro de Antoine de Saint-Exupéry.Escritor, que também era piloto, desapareceu durante voo aos 44 anos.

“Todas as pessoas grandes foram um dias crianças. Mas poucas se lembram disso”, diz uma das célebres frases do piloto e escritor Antoine de Saint-Exupéry. Quem for ao Parque do Ibirapuera, em São Paulo, a partir desta quinta-feira (22), poderá reviver a infância na exposição “O Pequeno Príncipe na Oca”, inspirada no famoso livro do autor francês.

 O piloto-poeta carregava sempre consigo cadernetas de anotações. Na exposição, o visitante encontrará duas de suas cadernetas originais, além de uma pulseira encontrada em 1998 no mar de Marselha, que permitiu que o enigma de seu desaparecimento, aos 44 anos, começasse a ser desvendado. Saint-Exupéry saiu em um voo, em 1944, e jamais voltou.
Veja um lindo e emocionante apresentação deste fabuloso livro.


Pequeno Príncipe na Oca – 22 de outubro a 20 de dezembro
Quando: de terça a sexta, das 9h às 19h / sáb., dom e feriados, das 10h às 20h
Onde: Oca, Parque do Ibirapuera, Portão 3, São Paulo
Quanto: R$ 18 / R$ 9 para estudantes e professores / grátis para menores de 3 e maiores de 60 anos, público especial e grupos de escolas públicas agendados
Informações: (11) 3034-6424 / www.opequenoprincipe.com

Categorias:Arte

Paulo Coelho vai a Roma de braços dados com suas ‘bruxas’.

20 outubro, 2009 Deixe um comentário

Logo que “descobriu” a internet, o escritor Paulo Coelho resolveu mergulhar de cabeça nessa nova experiência. Lançou blogs em diversas línguas, liberou trechos inéditos de seus livros na rede, criou videocasts para interagir com os internautas e, recentemente, radicalizou ainda mais sugerindo a seus leitores que recontassem, em vídeo, a história do romance “A bruxa de Portobello”, de 2007, para um projeto de criação colaborativo que batizou de “A bruxa experimental”. saiba mais Paulo Coelho disponibiliza 3 livros inéditos para download gratuito Primeiro filme internacional baseado na obra de Paulo Coelho chega aos cinemas Em Cannes, Paulo Coelho anuncia lançamento de filme colaborativo ‘Eu me arrependo de ter aberto o baú’, diz Paulo Coelho Paulo Coelho mergulha no mundo on-line Faça o quiz sobre a carreira de Paulo Coelho ‘Novo livro é sobre minha surpresa diante do mundo de hoje’, diz Paulo Coelho ‘O Alquimista’, de Paulo Coelho, vai virar filme de Hollywood.

 De um total de 6.000 vídeos enviados, 15 foram selecionados por Coelho e a produtora italiana Elisabetta Sgarbi e transformados em um longa-metragem de 110 minutos que será exibido em première mundial nesta terça-feira (20) durante o Festival de Cinema de Roma. Há ainda uma versão de 345 minutos, que ele já prometeu disponibilizar na rede num futuro próximo. A sessão especial está marcada para as 21h (horário italiano), com a presença do escritor e de ao menos cinco dos cineastas que ajudaram a criar a obra – suas “bruxas” particulares, brinca. A exibição na Sala Petrassi será precedida de um debate com o autor, Elisabetta – que assina como Betty Wrong – e o crítico de cinema italiano Mario Sesti. Sempre desconfiado com a transposição de seus livros para outros formatos – “Veronika decide morrer” chegou recentemente aos cinemas, e adaptações de “Onze minutos” e “O alquimista” estão em produção -, Coelho se diz mais que satisfeito com o resultado de “A bruxa experimental”. “Dentre os muitos filmes recebidos, que incluíam desenhos animados, a coisa que mais me surpreendeu foi notar que a ideia que o leitor faz do livro é muito próxima da ideia do escritor”, revela. “Fiquei muito contente com o trabalho de Betty Wrong, dando uma coesão a episódios que tinham sido feitos sem nenhum contato entre os participantes.” Paulo e as ‘bruxas’ Habitué dos festivais internacionais de cinema, Paulo Coelho abordou criticamente os nem sempre glamourosos bastidores de eventos como o Festival de Cannes em seu livro “O vencedor está só”, mas garante que não está nervoso ao ter pela primeira vez seu próprio filme sob os holofotes da mostra italiana. “Já pisei no tapete vermelho várias vezes. Será uma alegria fazer isso agora, de braços dados com Betty Wrong e com as ‘bruxas’ à nossa volta”, defende o escritor, que após a exibição no festival pretende levar o longa às salas de cinema do circuito comercial. Foto: Reprodução Capa da versão brasileira do livro ‘A bruxa de Portobello’ (Foto: Reprodução)Narrado através de depoimentos de personagens fictícios, “A bruxa experimental” revela a trajetória de Athena, uma descendente de ciganos da Transilvânia que tem o poder de ver anjos e santos e acaba deixando um rastro de polêmicas em Londres graças a suas ideias espirituais. O romance é o 19º da carreira do autor de “Diário de um mago” (1987) e “Brida” (1990). Adeus, papel Com mais de 150 milhões de livros vendidos em todo o mundo, Coelho não perde o entusiasmo com a internet nem quando o assunto são as espinhosas discussões em torno da crise do formato e da digitalização de livros proposta pelo Google, que tem rachado editores e autores em diversos países. “Não se trata de uma revolução, mas uma evolução de suporte (papel) que significará, ao longo dos anos, um barateamento do custo daquilo que hoje chamamos ‘livro’ e que consiste em uma série de frases e parágrafos unidos para expressar uma ideia”, resume. “Quanto ao Google Books, já manifestei publicamente meu apoio: temos hoje acesso a textos que dificilmente teríamos não fosse a digitalização dos mesmos”, conclui.

Fonte: G1

Categorias:Filme, Literatura